INTRODUÇÃO
Iniciamos esse estudo com a seguinte
pergunta: O que você procura em uma igreja (comunidade de fé), Qual seria o
modelo ideal de igreja para você? . Talvez, para alguns a igreja ideal é aquela
que tem um lindo prédio, ou uma igreja onde seu departamento de música é
impecável com um lindo coral, uma magnífica banda, um ministério de louvor que
escolhe bem os hinos que serão cantados nos cultos matutinos e vespertinos, ou
uma igreja onde tenha bons sermões. Há quem também considere uma igreja ideal
aquela onde há pessoas do mesmo nível social, acadêmico ou até mesmo onde não
são questionados nem por seus líderes nem tão pouco, pelos irmãos em
Cristo.
Muitos cristãos em nossos dias tem dificuldade
para entender o que é ser igreja, pois culturalmente muitos ainda preservam a
ideia de igreja-templo afastando-se assim do verdadeiro sentido de ser igreja. Se
realmente tivermos um conceito real do que é igreja teremos objetivos que
estejam pautados com a palavra de Deus.
Se realmente uma comunidade de fé local
deseja ser uma igreja modelo, ela precisará ter prioridades. Mas, quais seriam
essas prioridades?- ao lermos o livro de Atos dos Apóstolos temos uma descrição
das prioridades que a igreja primitiva tinha e que fazia toda a diferença para
seu crescimento em número e espiritual. A igreja primitiva mantinha-se firme em
seu propósito e perseverança o que os tornavam uma comunidade muito mais forte e
disposta para pregar as boas novas de salvação.
Neste
estudo iremos analisar os quatro marcas da igreja primitiva: perseverança no
ensino, comunhão, adoração e evangelização.
CAPÍTULO
1
1-O
CONCEITO DE IGREJA
A
palavra igreja traduzida do grego EKKLESIA
que significa uma reunião,
ajuntamento de pessoas ou até mesmo tirados para fora dando o entendimento de
um grupo selecionado, Atos 19.32,40. Para Mark
E. Dever em seu livro Deliberadamente
igreja, a igreja local é a “demonstração corporativa
de sua glória e sabedoria, tanto para os incrédulos como para os poderes
espirituais invisíveis”, (Jo 13.34,35; Ef 3.10,11). A igreja é o lugar de
habitação do Espírito Santo (Ef 2.19-22; I Co 3.16,17), ela é uma noiva
celestial que aguarda o noivo celeste (Mc 2.19, 20; I Co 11.2; Rm. 7.1-6; Ef 5.26,
27 e Ap 19 - 21), ela se compõe dos eleitos (Ef 1.4) ,o corpo pelo qual Cristo
é exaltado, (At 9.4; I Co 12). A igreja de Cristo também tem dois aspectos, o
local e o universal. A mesma é composta pelos remidos que participarão da
perfeita santidade de Deus, (Mt 5.48).
A igreja
de Cristo não é um lugar, uma catedral ou provedor de serviços espirituais;
Cristo não se entregou por um lugar e sim por um povo pelo qual amou e elegeu
(Ef 5.25; Tt 2.14).
Na primeira carta de do Apóstolo Paulo ao
jovem Pastor Timóteo ele escreve: “para
que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que
é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade”, 1 Tm 3.15.
Esta é a
única instituição religiosa criada por Deus que é a sua amada igreja. Paul
Washer em seu livro “acusações contra a igreja moderna” descreve um problema
real em nossos dias, diz: “Pastores e pregadores não sabem o que é igreja.
Quero que você saiba que a igreja de Jesus Cristo é linda. Ela é frágil às
vezes. É fraca. É atribulada. Não é perfeita. Mas quero que você saiba: Ela é
contrita. Está andando humildemente com seu Deus. O problema é que não sabemos
o que é igreja”.
1.1-O QUE É UMA IGREJA
MODELO?
Quando
lemos o relato do livro de Atos dos Apóstolos temos uma descrição de uma igreja
pela qual serve de modelo para a atual.
A
palavra grega para modelo é typos que
significa marca, impressão, imagem, esquema, padrão moral, exemplo. Faz parte
da natureza humana o ato de imitar, reproduzindo aquilo que em sua cultura é
exposto através das mídias de comunicação como bordões, gestos vestimentas, e
estilos. E agora fica a interrogação, será que como filho Deus, igreja do
Senhor tem servido de exemplo a outros?
A igreja
de Tessalônica teve sucesso no que se refere em ser uma referência a outros, I
Ts 1.2-10.
É evidente
que não devemos ser exagerados em nossa avaliação com relação à igreja
primitiva e sim realistas, pois esta também enfrentava problemas como heresias,
hipocrisias, rivalidades, imoralidades, ou seja, não era uma igreja perfeita.
Apesar
de todas as dificuldades que também afligiam a igreja primitiva, ela era uma
igreja viva, desfrutava da plenitude do Espírito Santo.
Atualmente vivemos dias de muitos conflitos onde há diversos grupos
evangélicos disseminando outro evangelho (Gl 1.6-9). Há muitos grupos que tem
negociado valores, tem posto de lado princípios que nos identificam como igreja
de Cristo.
A falta
de temor tem sido uma marca registrada (®)
em nossa geração o que tem levado a não admiração e consideração por Deus. O
texto de Hebreus 12.28 nos adverte: “Pelo
que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado retenhamos a graça, pela
qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor”. Quando
analisamos a igreja do novo testamento (igreja primitiva), nos deparamos com
crentes com um coração cheio de temor, At 2.43 – “em cada alma havia temor”. A
palavra temor significa a qualidade positiva de respeito, reverencia e
piedade.
É
urgente a necessidade de resgatar ou restaurar o temor a Deus em nossas vidas.
Se quisermos crescer de forma saudável, devemos andar no temor do SENHOR.
O pragmatismo
tem conduzido muitos dos grupos evangélicos que conhecemos em nosso país; mas o
que é pragmatismo?, Segundo Augustus
Nicodemus pragmatismo é uma filosofia americana que em busca de responder o que
é o certo, ela responde: é o que funciona; o pragmatismo em si tem um
problema, pois não é movido por princípios dessa forma, na busca dos
melhores resultados acaba-se passando por cima dos princípios.
Se uma
igreja atual deseja realmente experimentar daquilo que Deus tem para o homem
ela precisará apresentar a Deus um culto racional, Rm 12.1-3.
1.2-QUAL
DEVE SER O OBJETIVO DA IGREJA ATUAL?
Todos
nós temos objetivos em nossas vidas, seja na área da saúde, financeira,
acadêmica, familiar, profissional, etc.
O
sociólogo, historiador e Professor Rodolfo neves diz: “Não
há objetivos impossíveis de serem alcançados. O que temos são objetivos que só
podem ser realizados mediante muita dedicação, disciplina e esforço”.
De acordo com o professor Rodolfo Neves o homem precisa dedicar-se
ao que está fazendo ao mesmo tempo em que precisa ser disciplinado e que não
deve viver em apatia, preguiça.
A igreja primitiva desfrutava
dessas três qualidades que são imprescindíveis para a vida de todo discípulo de
Jesus.
É de caráter urgente que a igreja
reflita sobre que condições têm vivido nos dias atuais, quais seus objetivos,
motivações e se essas são verdadeiras.
Então, o que a igreja deve
almejar, qual deve ser o objetivo?,deve almejar ser saudável. Uma igreja
saudável não é uma igreja perfeita e que consegue resolver todos os problemas e
sim, uma igreja que se esforça continuamente para vencer seus três inimigos a
carne, o mundo e o diabo.
Mark E. Dever define uma igreja saudável como: “Uma igreja saudável é
uma congregação que reflete crescentemente o caráter de Deus, conforme ele é
revelado em sua palavra”.
CAPÍTULO
2
2-AS
PRIORIDADES DA IGREJA MODELO
Em Atos dos Apóstolos 2.42-47 temos a
descrição das prioridades que eram inerentes à igreja primitiva. No versículo
42 nos é informado que “eles se dedicavam”.
A palavra dedicar no grego proskartereo
significa firmeza, Constância, inflexibilidade, fidelidade exclusiva com
relação a determinar ação ou direção.
O texto de Atos mencionado acima deixa
claro quais são as prioridades da igreja modelo, são estas: ensino, comunhão,
adoração e evangelização.
2.1-
A IGREJA MODELO PRIORIZA O ENSINO
“Nunca vi um cristão útil que não seja estudante da bíblia. Não existe atalho
para a santidade”. A.W Tozer
A
palavra de Deus é a fonte de vida e saúde para um bom crescimento da comunidade
cristã, pois a mesma alimenta e preserva a compreensão da igreja quanto ao
evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
Esta é uma das características para
sabermos se uma igreja está desfrutando da plenitude do Espírito Santo, pois
uma igreja viva se dedicará a aprender muito mais da palavra de Deus.
Ainda que os discípulos no dia de
pentecostes tenham recebido da promessa do derramamento do Espírito, eles não
se afastaram de seus mestres, os apóstolos. O anti-intelectualismo é
incompatível com a plenitude do Espírito Santo. Deus dotou a sua igreja de mestres
para que possamos ser edificados pelo ensino das escrituras.
Justo
L. Gonzalez em seu livro Atos- o evangelho do Espírito Santo, diz: “perseverar
no ensino dos apóstolos não quer só dizer que eles não se desviaram das
doutrinas dos apóstolos ou que permaneceram ortodoxos. Quer dizer também que
eles perseveraram na prática de aprender com
os apóstolos, que eram alunos, ou discípulos, ávidos por conhecimento sob o
comando dos apóstolos”.
Nossas igrejas precisam resgatar a
palavra de Deus em todas as áreas uma delas que podemos citar aqui é a adoração
através da música. Há uma celebre frase de Martinho Lutero que diz: “a musica
deve ser um sermão cantado”. Muitas músicas hoje cantadas em nossas comunidades
de fé, não servem para glorificar o nome de Deus, pois contrariam o que está no
texto sagrado.
Nossas igrejas devem se preocupar não só
com a maneira de ensinar como também com o que tem sido ensinado.
Os pastores-mestres são responsáveis de
ensinar a sã doutrina, ou seja, a doutrina que é confiável, exata, fiel à
bíblia. A teologia bíblica é uma teologia fiel ao ensino de toda bíblia e é
pela mesma que a igreja deve priorizar. Lembre-se de uma coisa, você, todos nós
somos responsáveis diante de Deus por aquilo em que ela se torna, e não os
pastores e outros líderes. Os pastores compareceram diante de Deus e prestaram
contas pela maneira como pastorearam suas comunidades de fé, Hb 13.17. Ao
lermos as escrituras Gl 1.6 e I Co 5, vemos Paulo convocando a toda a igreja a
dar explicações.
Hoje, enfrentamos um grande problema
devido à escassez da pregação da palavra de Deus problema esse, que as supostas
igrejas estão cheias de pessoas carnais e ímpias identificadas com o
cristianismo sendo assim o nome de Deus blasfemado. Cito aqui mais um trecho do
livro acusações contra a igreja moderna: “E, pelo fato de que pouca disciplina
bíblica e amorosa é praticada, tais pessoas vivem entre as ovelhas,
alimentam-se das ovelhas e destroem as ovelhas. E aqueles de vocês que são
lideres nessas igrejas pagarão um preço muito alto quando comparecerem diante
daquele que ama as ovelhas- porque não tiveram coragem suficiente para levantarem e confrontarem os
ímpios”.
(II Tm 3.16, 17; Sl 119.105; Hb 4.12; Mt 4.4; Sl
119.11; At 5.42; I Tm 3.2)
2.2- A IGREJA MODELO PRIORIZA COMUNHÃO
Vivemos em uma era de
fragmentação social, onde o indivíduo encontra dificuldade para se relacionar
com o outro, porém, a igreja de Cristo deve manter-se firme priorizando a
comunhão, Cl 3.16.
O amor e a comunhão era outra
característica da igreja primitiva. Segundo o dicionário da Bíblia Almeida a
palavra comunhão é definida como: É
a “associação com uma pessoa, envolvendo amizade com ela e incluindo
participação nos seus sentimentos, nas suas experiências e na sua vivência”.
Essa definição se encaixa com o significado da palavra
utilizada no Novo Testamento, koinonia,
pois esta envolve a ideia de participação, comunhão, companheirismo e
contribuição, incluindo também a partilha de bens materiais.
É claro que não podemos
interpretar ao pé da letra a frase “vendiam suas propriedades”. O que ocorria é
que quando surgia à necessidade as pessoas vendiam o que tinham a fim de
responder as necessidades da comunidade.
Vejamos o que João
Crisóstomo disse sobre a igreja primitiva: “Ela era uma comunidade angélica,
não consideravam exclusivamente deles nem uma das coisas que possuíam.
Imediatamente foi cortada a raiz dos males. Ninguém acusava ninguém invejava,
ninguém tinha ressentimentos; não havia orgulho nem desprezo. O pobre não sabia
o que era vergonha, o rico não conhecia a arrogância”.
Os que afirmam cultuar a
Deus, também terá preocupação se preocupará com os órfãos e viúvas nas suas
tribulações, Tg 1.27.
Precisamos investir na visão
de corpo unido, bem ajustado e ligado no Senhor, Ef 4.15,16.
2.3-A IGREJA MODELO PRIORIZA A ADORAÇÃO
Servimos a um Deus santo, que nos concede dons espirituais para que
possamos servi-lo de forma a promover louvor e adoração ao seu santo nome.
Ao
estudarmos o novo testamento nos deparamos com cristãos que tinham o propósito
e o cuidado no que se referia a adorar a Deus.
A igreja
primitiva tinha também como prioridade a adoração como descrito em Atos 2.42
onde lemos que eles se dedicavam ao partir
do pão e as orações.
O termo adoração esta vinculado a honrarias
devidas à nobreza. O moderno vocábulo adoração
origina-se do latim adoratio (-onis), formado a partir da adjeção do
prefixo ad- com o vocábulo oratio, fala, discurso, oração. Na raiz do verbo oratio, está a palavra latina os
(oris), que significa boca, portanto, adoratio
se refere um discurso, elocução, algo que se profere a favor de (ad-) alguém, em prol de alguém. Houve
também quem correlacionasse ao hábito Romano de beijar as mãos de pessoas como
forma de devoção e respeito. A expressão adoratio
esta vinculada ao verbo adorare que
significa prestar culto a divindade, ter por divindade, cultuar, idolatrar. O
termo também é usado com o sentido de amar
profundamente, ter grande admiração
ou apreço por. No âmbito
divino-humano a definição prática seria: “adorar a Deus é atribuir a ele valor
supremo”.
O termo “partir do pão” talvez seja um tipo de
termo técnico para toda a refeição. Segundo o Drº Augustos Nicodemus os cristãos do período
apostólico, participantes de uma mesma igreja local tinham o costume de se
reunir uma vez por semana para se alimentarem juntos e durante a refeição
celebravam a ceia do senhor. Esse procedimento teve sua gênese quando Jesus
institui o memorial durante uma refeição, Mt 26.17-30; Mc 14.22-24; Lc 22.19-20; Jo 13.1-4.
Essas
refeições vieram a ser conhecidas como “ágape”
que é uma das palavras gregas para amor. A finalidade das ágapes era a comunhão
cristã, compartilhar os alimentos entre os mais pobres e especialmente cumprir
o que Jesus falou na ultima ceia com os discípulos: “fazei isto em memória de
mim”, Lc 22.19.
No
livro “História da igreja cristã” do autor Jesse
Lyman Hurlbut também encontramos uma
descrição acerca da prática da ceia do Senhor. No seu inicio era celebrada nos
lares assim como a páscoa da qual se originou. Entre a igreja gentílica surgiu
um costume onde se celebrava a ceia do Senhor como outra qualquer onde cada
membro levava sua própria provisão. Ao lermos o capítulo 11 da primeira carta
aos coríntios, vemos o Apóstolo Paulo repreendendo os abusos que esse tipo de
costume havia causado.
A igreja
primitiva vivia em constante oração tanto comunitária como individual. As
orações tinham um papel fundamental na vida da igreja primitiva; analisemos
algumas referencias no livro de Atos dos Apóstolos:
Ø a atitude dos
cristãos diante das decisões a serem tomadas (1.14);
Ø a atitude da
liderança da igreja em situação de crescimento (6.4);
Ø a prática da igreja
quando os apóstolos foram libertos da prisão (4.24-30);
Ø a prática da igreja
quando estava em situação de perigo e perseguição (12.5).
A
igreja primitiva estava disposta a orar diante das situações positiva como
também negativa. A narrativa descreve uma pratica incessante de oração por
parte da comunidade de fé. O
ministério do líder da Igreja deve ser cheio de oração. Sua vida deve ser uma
vida de oração (cf. O exemplo de Paulo nos seguintes versos: Rm 1.10; Ef 1.16;
Cl 4.12; 1Ts 1.2; Fm 14), e nas tribulações, sua oração deve ser perseverante
(Rm 12.12; Cl 4.2).
Um
hebreu comprometido com a adoração a Deus tinha como elevada estima ser chamado
de servo. Diferentemente dos gregos
que tinham um entendimento do termo servo como escravidão tendo assim um
entendimento de rebaixamento, para os hebreus, era um privilégio, uma honra
serem considerados servos. Ao denominar-se “servos de Deus” eles (hebreus)
estavam exalçando
o relacionamento intimo e honrado no qual Deus os havia inserido. Destarte, os
lideres de Israel são chamados “servos de Deus”, Sl 89.3,20.
Para o lídimo
adorador, Deus é tão precioso quanto um copo de água fresca em um dia de grande
calor, Sl 16.5.
Russel
Shedd em seu livro adoração bíblica
nos leva a uma reflexão: “Adorar a Deus implica em peneirar nossos valores. Comunhão
com Deus é ou não o nosso alvo? Ele, ou nossos interesses, oferecem a maior
atração? Cultuar, portanto, é pôr em ordem bíblica as nossas prioridades”.
Portanto, uma vida de adoração requer uma
reverente preocupação com o que agrada a Deus.
2.4 - A IGREJA MODELO PRIORIZA A EVANGELIZAÇÃO
Certamente alguns se perguntam em nossos
dias: Quem deve evangelizar? ; será que a grande comissão é apenas para os
teólogos, missionários formados em cursos?
Analisando o Novo
Testamento chegamos a uma conclusão de que a evangelização não se limitou
apenas aos apóstolos e discípulos do passado. Jesus no final do seu ministério
terreno disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do pai, e do filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a
guardar todas as coisas que vos tenho ordenado; e eis que estarei convosco
todos os dias até a consumação do século”, Mt 28.19-20.
A leitura bíblica deixa claro que os
discípulos cumpriram com seriedade esta grande comissão do Senhor Jesus, Atos
5.42; 8.25; 13.32; 14.7; 15.21; 15.35; 16.10; 17-18.
Se nosso entendimento
realmente tem sido renovado através das escrituras, teremos um entendimento
correto sobre evangelização. É fulcral
que toda a membrezia e especialmente pastores e lideres que são responsáveis
pelo ensino tenham um entendimento bíblico sobre evangelização.
Como cristãos somos chamados
a cuidar, exortar e persuadir, porém isso deve ser feito por meio da plena
manifestação da verdade, rejeitando as coisas que por vergonhosas se ocultam, 2
Co 5.11; 2 Co 4.2.
Evangelizar não é fazermos
tudo o que puder para que uma pessoa tome a decisão a favor de Cristo, pois
forçar um nascimento espiritual será ineficaz. Muitos tentam impor as pessoas
suas opiniões pessoais o que em muitos casos levará a um desgaste. Alguns
também confundem evangelizar com darem testemunho pessoal, apresentar uma
defesa da fé ou até mesmo fazer caridade. Apesar de esses três pontos
acompanharem a evangelização ainda assim, não podemos confundir com
evangelização.
Então fica a pergunta: o que é evangelizar?- é compartilhar as boas
novas e sendo fiéis a Deus nisso.
Citamos aqui o trecho do
livro o que é uma igreja saudável: “as boas novas de que Cristo, por meio de
sua morte e ressurreição, estabeleceu o meio pelo qual um Deus santo e um povo
pecador podem ser reconciliados”.
É Deus e não nós que
produzimos uma legítima conversão quando apresentadas essas boas novas, Jo
1.13; anunciamos as boas novas confiando que Deus converterá os ouvintes, Atos
16.14; Ao Senhor pertence à salvação, Jo 2.9; Jo 1.12,13.
Temos o compromisso como
discípulos de JESUS CRISTO de anunciar o evangelho de forma correta em
conformidade com a palavra de Deus, pois somente assim poderemos afirmar que
estamos evangelizando de forma correta.
Essa é
mais uma das marcas, prioridades de uma igreja saudável, uma prática bíblica de
evangelização. Devemos nos conscientizar que o único e verdadeiro crescimento é
o que vem de Deus.
CONCLUSÃO
De forma alguma a igreja pode perder sua
identidade porem, é o que tem acontecido nos dias atuais. A igreja deve
posicionar-se diante da sociedade como o povo escolhido de Deus para fazer a
diferença.
Que possamos como povo de Deus
ser modelo de igreja como foi à igreja primitiva, com objetivos sadios que
corresponda com as escrituras sagradas priorizando assim aquilo que trará
edificação a todo corpo.
Que a igreja do senhor possa
utilizar seus recursos de forma bíblica de forma que não haja necessitados em
nosso meio. Muitos têm investido milhões em edifícios deixando assim de cuidar
da verdadeira igreja, pessoas.
Devemos abandonar esse
conceito de igreja- edifício e atentarmos para aquilo que realmente deve ser a
prioridade da igreja de Cristo, evangelização. A busca pelos perdidos deve ser
nossa prioridade, pois essa é a nossa missão, Mt 28.19,20.
A igreja de maneira alguma
poderá afastar-se do ensino das escrituras, pois esta é de suma importância
para o desenvolvimento do corpo. Vivemos em um período de grande fragmentação
social, no entanto a igreja de cristo deve manter-se unida.
Como igreja do Senhor Jesus
Cristo necessitamos fazer tudo para
honra e glória ao seu nome.
BIBLIOGRAFIA
·
10 Acusações
contra a igreja moderna- Editora Fiel- Autor: Paul Washer
·
Adoração
Bíblica- Edições vida nova- Autor: Russel Shedd
·
Adoração na
igreja primitiva- Editora Vida Nova- Autor: Ralph P. Martin
Deliberadamente Igreja- Editora Fiel- Autores: Mark Dever
& Paul Alexander
·
Festa
ágape na Igreja Primitiva – Augustus Nicodemus – 95 App – Um ...
https://95app.com.br/2017/11/20/festa-agape-na-igreja-primitiva-augustus-nicodemus/
·
História da Igreja Cristã- Editora Vida
– Autor: Jesse Lyman Hurlbut
·
http://www.ippinheiros.org.br/2012/06/restaurando-o-temor-deus/
·
Igreja Viva-
as marcas de uma igreja cheia do Espírito Santo- Editora ABU- Autor: John Stott
Nove marcas de uma igreja saudável- Editora Fiel- Autor:
Mark Dever
O que é uma
igreja saudável?- Editora Fiel- Autor: Mark Dever
Ouça o Espírito,
ouça o mundo- Editora ABU- Autor: John Stott
O pragmatismo e
a igreja- Augustus Nicodemus. Vídeo no You Tube
· Uma igreja cheia do Espírito Santo- Púlpito Cristão pulpitocristao.com/2016/07/uma-igreja-cheia-do-espirito-santo.html
Estudo ministrado no ano de 2018.
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