sábado, 6 de outubro de 2018

Os Pergaminhos de Ivriin



       O Rio de Janeiro foi palco de uma grande tragédia na área cultural a destruição do Museu Nacional por conta de um incêndio de grandes proporções. O incêndio iniciou por volta das 19:30hs do dia 02(set) e os bombeiros só conseguiram controlar o fogo no fim da madrugada do dia 03(set) porém ainda assim havia focos do fogo queimando algumas partes do prédio.
      O prédio foi residência de um Rei e dois imperadores e tinha completado duzentos anos no dia 6 de junho. O local foi criado como “museu real”, em 1818 por D. João VI. O prédio abrigava um acervo de 20 milhões de itens como: documentos da época do império, fósseis, coleções de minerais, artefatos greco-romanos, fósseis de dinossauros e a maior coleção egípcia da América latina e também, o fóssil mais antigo descoberto em território brasileiro batizado como Luzia com mais de 12 mil anos.
      Além desses itens acima citados, há uma preciosidade de pelo menos 1000 anos que ainda não foi colocada em exposição ao público trata-se dos Pergaminhos de Ivriin o que pode ser considerado a Torá mais antiga no mundo. 
      Esses pergaminhos foram adquiridos pelo monarca Dom Pedro II quando em sua segunda viagem a Europa e Oriente Médio entrou em contato com uma instituição que comercializava manuscritos bíblicos. Trata-se de 9 rolos em couro avermelhado de novilho, costurados com fios de linhos medindo entre 0,17 a 0,19 x 0,69 cm.
      Quanto à existência e posse desses pergaminhos, foi noticiado pela Revista Veja no dia 23 de agosto de 1995. Segundo a revista veja, as três compilações mais antigas da Torá estão uma no museu de Israel, outra nos Estados Unidos e a terceira no Brasil. Afirma ainda que o texto é uma copia feita por um escriba Judeu que habitou no Egito entre os séculos I e IV d.c.
      Atualmente, no dia 5 de setembro, o professor e pastor Pedro Moura que na época lecionava no STBSB fez uma postagem nas redes sociais falando sobre o ocorrido. Ele descreve que, esses manuscritos foram encontrados no momento em que as arqueólogas responsáveis estavam realizando uma faxina geral em uma determinada área do museu e que as mesmas pediram ajuda ao Seminário Batista do Sul o que de pronto envio o Profº Pedro Moura. Segundo informações, os manuscritos estavam perdidos no museu, pois foram colocados debaixo das urnas das múmias egípcias. Na época em que a descoberta foi noticiada, representantes de Israel e da Igreja Católica Romana foram ao museu e chegaram a reclamar a guarda do precioso acervo, porém, o professor se dispôs a ser o guardião para que os artefatos não fossem retirados do museu. O professor também afirma que um famoso arqueólogo inglês veio ao Brasil exclusivamente para analisar esses pergaminhos e afirmou que esses eram  raríssimos, sem noticia de outros semelhantes no mundo. Após o ocorrido de 2 de setembro, o professor teve a informação de que os pergaminhos tinham sido transferidos do museu para a biblioteca do Horto ficando assim a salvos do incêndio.

Foto: Profº Pedro Moura analisando os pergaminhos- Fonte da imagem: Facebook.
      

      Felizmente, esse tesouro da arqueologia foi preservado mais infelizmente milhares de objetos incluindo livros nem ainda analisados foram destruídos no incêndio. Fica ai um alerta a sociedade brasileira e principalmente aos nossos governantes, para que deem mais atenção aos nossos museus e patrimônios históricos.

BIBLIOGRAFIA:
prPedro Moura- Facebook- 03/09/2018- às 17:52

prPedro Moura- Facebook- 05/09/2018- às 09:59

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/09/02/incendio-atinge-a-quinta-da-boa-vista-rio.ghtml

https://m.extra.globo.com/noticias/rio/incendio-destroi-museu-nacional-na-quinta-da-boa-vista-em-sao-cristovao-23032684.html

https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2018/09/5571645-incendio-atinge-o-museu-nacional-na-quinta-da-boa-vista.html

Pergaminhos Ivrinn: a Torá do Museu Nacional- Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN- UFRJ)- Autor: Carlos Alberto Ribeiro de Araújo- 05/06/2012.

4 comentários:

  1. Que bom que estavam escondidos. A turma que domina a UFRJ não tem compromisso com a historicidade de nossa fe. Eles para implantar a visão marxista, precisam desconstruir a história consolidada, que chamam de conservadora, pois a "nova ciência" objetiva sobrepor tudo que não for do marxismo cultural. Vejamos o orçamento da Universidade é vermos prioridades ideológicas e o Museu em plano secundário.

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  2. Infelizmente o pessoal responsável pelo museu deixaram acontecer esta tragédia.
    Insistem com a estória que era dinheiro, o que não é verdade,se esse museu fosse do Exército por exemplo, estaria em melhores condições de conservação por um valor cem vezes menor. Ainda bem que esse perminho foi salvo.Triste!

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  3. Eu me pergunto, porque tanto descuido no Brasil, a história se perdendo, foi uma tragédia anunciada, mas vemos o cuidado de Deus com esses escritos, quantas verdades podem ser elucidadas com esses pergaminhos.

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  4. Os museus precisavam de mais atenção dos governantes

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