A palavra inspirada no texto bíblico em II Tm 3.16,17 no grego theopneustos que provem de duas palavras Theos que significa “deus” e pneuo que significa “respirar”. Champlin em seu comentário diz que o termo literalmente significa soprado por Deus. Trata-se de expressão muito gráfica, encontrada exclusivamente aqui, em todo ο NT, embora outros documentos escritos em grego o contenham. A expressão simbólica talvez seja a de Deus a soprar sobre as Escrituras (estando elas personificadas como um ser) para fazê-las viver, tal como fez com o homem, o qual se tornou alma vivente ou então as Escrituras podem ser reputadas aqui como o sopro de Deus, que infunde vida a tudo quanto atinge. O apóstolo Pedro em sua carta ele escreve que as escrituras não veio de ideias humanas, ou do raciocínio do próprio escritor e sim do Espírito Santo, 2 Pe 1.20,21.
Para o autor John Stott na afirmação de Paulo a Timóteo encontramos duas verdades fundamentais uma com relação a sua origem e a outra seu propósito.
Pela primeira verdade entendemos que “toda a escritura é inspirada por Deus”; ela é soprada por ele. Alguns teólogos tem um entendimento divergente com relação à afirmação de toda a escritura ser inspirada, estes traduzem o texto da seguinte forma: “toda escritura inspirada é proveitosa”. Esse tipo de tradução indicaria uma dupla limitação das Escrituras sugerindo que nem toda a escritura traz beneficio ou tenha alguma utilidade. Colocar o verbo “é” depois, e não antes, do adjetivo “inspirada” e assim traduzir: “ toda Escritura inspirada por Deus é útil”. Esta tradução não faz jus à pequena palavra que aparece “e” (kai) que vem entre os dois adjetivos “inspirada” e “útil”. Partindo desse princípio, podemos perceber que o “e” indica duas verdades no texto que a escritura tanto é inspirada como útil. A tradução adequada seria: “toda Escritura é inspirada por Deus e útil...”.
Para Stott, haveria uma possibilidade de nessa expressão “toda escritura” estar incluída as duas fontes que Timóteo tinha conhecimento, “aquilo que aprendeste” (referencia aos escritos de Paulo) e as “sagradas letras” (referencia ao A.T). É certo que em nenhum texto Paulo afirma serem suas epístolas “Escrituras”, porém, em algumas ocasiões ele chega bem próximo dessa afirmação.
Paulo orientou que suas epístolas fossem lidas nas reuniões cristãs, sem dúvida ao lado das leituras do A.T, Cl 4.16; 1 Ts 5.27;
De forma frequente Paulo afirmou estar falando em nome e com autoridade de Cristo, 2 Co 2.17; 13.3; Gl 4.14.
O apóstolo chama sua mensagem de palavra de Deus, 1 Ts 2.13.
Ele afirmou que a mensagem que ele transmitia era revelada por parte de Deus não procedia da sabedoria humana, e sim do Espírito, 1 Co 2.13.
O apóstolo Pedro considerava as cartas de Paulo como escrituras, pois, ao citá-las, e chama o antigo testamento de “as outras Escrituras”, 2 Pe 3.16.
A segunda verdade que nos é transmitida no texto de 1 Tm 3.16 é que a escritura “é útil pra o ensino”. Sua origem é divina e por isso, garante sua utilidade para o homem. Paulo utiliza-se de duas expressões uma está no versículo 15 “as sagradas letras”, diz ele, “podem tornar-te sábio para a salvação”. As escrituras, não é um manual cientifico que tenha como pretensão explicar coisas como, por exemplo, a natureza das rochas da lua ou se existe água ou não em marte, mas sim, é um manual de salvação. A bíblia é o livro que explica o plano da salvação e, é ela o guia perfeito para uma de gozo completo. Ela nos instrui para salvação pela fé em Jesus Cristo, a bíblia é essencialmente cristocêntrica.
A outra expressão encontrada no texto com relação à utilidade das escrituras se refere à conduta do cristão descrita nos versículos 16b, 17. Falsos mestres desunem esses dois pontos de utilidade das escrituras, porém nos devemos tratá-las como algo inseparável. A recomendação de Paulo ao jovem Pastor Timóteo é claro, as escrituras tem tanto utilidade relacionado à doutrina quando a conduta do indivíduo, relacionado ao modo de viver.
Sem dúvida, as Escrituras é o meio essencial que o todo poderoso se utiliza para levar o “homem de Deus” à maturidade. O termo “homem de Deus” significa o “homem que pertence a Deus” o que pode estar se referindo a todo o cristão. Este era um título respeitoso utilizado no Antigo Testamento e que muitos arautos de Deus receberam, como Moisés Dt 33.1, Davi 2 Cr 8.14, Elias 1 Rs 17.18 e também, no N.T Paulo tratava dessa forma a Timóteo, 1 Tm 6.11.
Somente pelas escrituras sagradas é que o homem pode tornar-se “habilitado para toda boa obra”, pois ela é a autoridade que nos orienta e nos ensina a viver como verdadeiros homens de Deus.
Bibliografia:
Bíblia de estudo pentecostal edição 2010 Pg. 1882.
O novo testamento interpretado vol.5- Champlin
R.W Stott, John. A mensagem de 2 Timóteo. Abu editora. São Paulo.1982

Amém pastor Luciano.
ResponderExcluirQue Deus o abençoe e o capacite cada vez mais no entendimento da palavra.
A biblia fechada e apenas um livro, mas aberta e voz de Deus. A inspiracao divina na palavra nos leva a fe e a certeza de que nosso Deus vive. Muito bom este texto.
ResponderExcluirMuito edificante o artigo! Que o Senhor continue te usando de forma grandiosa para edificação de forma para o Reino!
ResponderExcluirObra explendida!
ResponderExcluircomo frexa polida está esta obra, continue sendo instrumento.
Deus o abençoe em Jesus Cristo.
O senhor Jesus continue ti abençoado nessa trabalho maravilhoso,e ti inspire mais e mais.
ResponderExcluirMuito bom
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